quarta-feira, 5 de junho de 2013

Argumento Curta "Norte - Encontra o Teu"


                A primeira cena passa-se no cemitério antes da introdução. Vêem-se as mãos de alguém que pousam uma flor/ ramo de flores numa campa, no entanto o espectador não sabe a quem pertencem as mãos e poderá pensar que se trata da campa de João, namorado de Maria.
                Posteriormente, inicia-se a introdução onde várias fotografias aparecem com o intuito de mostrar a vida de Maria e do seu “falecido” namorado, a infância de cada e as suas realidades recentes. Apresentamos a vida de Maria como sendo uma vida de excessos. Levamos o espectador a pensar que se encontra nesta situação para se consolar em relação à morte do namorado.
                Numa chegada a casa tardia, Maria, que foi sair, encontra a mãe inquieta à sua espera na sala. Esta chama-a e tem uma conversa seria com a filha chamando-a à atenção sobre a difícil fase que esta está a atravessar. Damos a entender que a mãe está a falar sobre a "morte" do seu namorado. Porém, a conversa que estas têm é relativa à doença da qual Maria sofre. No dia seguinte de manhã, pressionada por saber que lhe restam apenas 3 meses de vida e desorientada pelo rumo que leva, começa a pensar sobre a sua vida e de como há-de aproveita-la. Por isso, começa a arrumar várias coisas suas dentro de uma mala de viajem e vai-se embora de casa com o intuito de encontrar a sua paz interior.
                Abandona a família, os amigos, a vida social, a escola e especialmente o namorado (apesar do espectador não o saber – pensando que este se encontra morto), para que estes não sofram após a sua própria morte.
                Maria chega então a Vila da Ericeira. Sai do autocarro que a levou até lá e dirige-se para a sua casa de férias onde passou, juntamente com a sua família, férias durante a sua infância. Quando entra, vê como a casa está desarrumada e suja. Decide então limpar a sala.
                Nos dias seguintes à sua chegada, começa a encontrar na praia o que procurava. O barulho das ondas, a presença das gaivotas, a liberdade, a leitura, o encanto do pôr-do-sol, as noites primaveris, a pintura, a esplanada à beira-mar, a música… Serão estes os elementos cruciais para encontrar o seu equilíbrio e a aceitação perante a morte, sentindo-se livre e bem consigo mesma como nunca antes sentira.
                Nesta situação, Maria percebe que precisa de se libertar e começa a escrever cartas, na habitual esplanada onde costuma estar. Utiliza-as como um diário exprimindo os seus sentimentos, não na esperança de que as suas cartas fossem respondidas mas simplesmente tentando expulsar os seus “fantasmas”. Acaba por deixar a primeira carta debaixo do café, arruma as coisas e vai-se embora.
               No dia seguinte, voltando à esplanada do costume e sentando-se no seu lugar de preferência, acaba por receber do empregado uma carta anónima de resposta à sua – alguém terá encontrado a sua carta e respondido, dando a carta-resposta ao empregado para lhe entregar no dia seguinte.
                Espantada com o acontecimento, Maria acaba por responder também à carta do seu correspondente misterioso. Após alguns dias onde várias cartas são trocadas entre Maria e o anónimo, ela acaba por se despedir. Damos a entender aos espectadores que Maria se sente finalmente restabelecida e que se despede e agradece o apoio do “desconhecido” que a tem ajudado a ultrapassar o seu desgosto. Mas a realidade é que o correspondente não é um estranho como esta pensara, trata-se de João, o seu namorado que, não encontrando outra maneira de a apoiar (sendo que Maria se isolou propositadamente, desejando afastar-se do namorado e de todos), fê-lo nas cartas. 
                Vê-se Maria a andar pelas rochas e essa é a última vez que se vê a personagem, é o seu final.

                Morre alguns dias depois. O espectador é enganado na medida em que pensa que João está morto desde o início da trama sendo confrontado com o final inesperado da morte de Maria. João tem estado sempre presente e a tragédia só se dá no final quando este aparece, pondo uma flor na campa da amada e a última carta que esta nunca chegou a ler.

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